
Concurso em Foco | As vozes de minha cabeça, Machado de Assis e Brasil de 2022
Bom, na minha cabeça já são suficientes as vozes da língua portuguesa, ou seja, a voz ativa, reflexiva e voz passiva, que se divide em analítica e sintética.
Postado em 08/11/2022 18:00

Li, em um meme, a frase que intitula o post de hoje: “As vozes de minha cabeça”, desde aquele momento, a elocução acima se dependurou no trapézio da minha mente como aquelas colas caseiras, cognominadas intimamente de grude, que as mães faziam quando éramos crianças, as quais mais melecavam e sujavam do que realmente colavam. Olha só, caro leitor, eis uma bela metáfora para uma ideia fixa. Lembrei-me, na hora, do personagem Brás Cubas, do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, do grande Machado de Assis, e concluí, “dando um piparote” que há muita ideia fixa feita de grude na Internet.
Bom, na minha cabeça já são suficientes as vozes da língua portuguesa, ou seja, a voz ativa, reflexiva e voz passiva, que se divide em analítica e sintética.
A voz ativa é aquela cujo o sujeito cumpre a ação manifestada pelo o verbo, em outras palavras, o sujeito faz o que o foi dito pelo verbo: ex.: “o homem aceitou a derrota! ”. Na voz passiva analítica a mesma frase seria escrita: “a derrota foi aceita pelo homem”. Na voz passiva sintética: “aceitou-se a derrota”.
A voz reflexiva é, por sua vez, aquela em que o sujeito pratica e sofre a ação do verbo, que, por fim, remataria a ideia fixa, dando lugar para a vida seguir em frente seu fluxo normal. Uma frase de exemplo: “Ele se resignou com a derrota”.
